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We recently had the chance to interview the creative mind behind one of the promising young up-and-coming brands from the UK – Maria Gulina.
As hard working as you can possibly be, Maria started her self-titled brand not long ago, and is now on her way to success and bigger things, so stay tuned.
1 – Introduce yourself
My name is Maria Gulina, I’m 23… god I’m getting old! I grew up in Russia and am currently living in London.
2 – When did fashion and style become relevant to you, and how did the idea for your own brand start? How did it all come to life?
It never really did.. I think that’s why I started up my own thing. I didn’t ever really want to dress like other people. I could never find inspiration or what I liked to wear, and to be honest I was just bored of not fitting in.
I wanted to create my own “cozy world” where I could wear anything. Dress for mood, not occasion. I also always wanted to work for myself, so I guess that also played a big part in me starting this brand.
3 – Did you study anything related to what you’re doing right now?
I attended college to study a basic course in fashion design, and I learned a lot of what I needed to know, but they always taught us how to work for somebody else. They wouldn’t let us wear certain accessories, hats, caps, shoes… that was the craziest thing for me. It’s a fashion course for crying out loud. How are you still putting us in a box? So I was barely in class. I could never follow rules… or you know, just education wasn’t for me.
4 – You’re very hands on with your products – walk us through your process of designing and creating a new piece.
I always think of the end result, so it’s kind of like working backwards. Because I make, style, and shoot pretty much everything, I have an idea of how I want the end result to look like, so I design accordingly. There is a lot of trial and error. Everything is still hand printed even though its getting a little out of hand, but it works for me. I basically just make stuff I’d want for myself. I have an overall image of how I want the brand to be, and I’m slowly working towards that.
5 – What’s a regular day in your life like?
Wake up, drink a lot of coffee. Haha. My days are very spontaneous after that. Sometimes its a shoot day, other times printing days, or just getting organized in general. But the work is never ending.
The days all interlink with eachother. Some days I may have a shoot, then I get home and I’ll be printing and packing orders until 3, 4, 5 in the morning. Editing photos, putting together outfits, finding models, doing paperwork. It’s a lot to warp your head around… I’m still adjusting and learning.
6 – Do you think that your Russian roots influence your creativity and collections?
Yes, definitely. I feel like growing up in Russia is what gave me my obsession with oversized clothes. As a kid, I was always wearing hand-me-downs, so as I grew older, subconsciously thats all I wanted to wear.
Clothes can never be too big – I say the bigger the better.
7 – You also do a lot of your brand’s photography, which is amazing. Were you always into photography or was it something you developed when you started the brand?
I had another brand with some friends a few years back that didn’t work out. I started by taking photos back then with my friends camera. I realized that photography was definitely something I really enjoyed. All I ever wanted is to do what I love for a living. After I started MARIAGULINA, it was only right that I did the photography. No one can capture what you want apart from you, and going back to my process of designing, it plays a big part.
8 – How important is music for you?
I grew up in quiet and musical home and was forced to learn how to play piano. Never really enjoyed it so I would pretty much just shut down mentally, but with time and age, it’s definitely something that has grown on me. My previous job was working with vinyl, and that taught me a lot that I didn’t know and opened up my mind to a lot of new music. So now I can really listen to anything and enjoy it.
9 – What have you been listening to and what were your favorite releases of 2017?
2017 was a very busy year for me, so I haven’t really been in tune with myself, but I have great friends who always make sure I’m up to date and I’m very grateful for them.
Don’t really have any favourites but SZA’s ctrl is definitely up there, gotta have some… More Life, Majid Jordan’s The Space Between is something I recently started playing on repeat, so yeah a lot of different stuff.
Another project I really loved is Gorrilaz’s Humanz – when I first came to london they were huge, so it was nice to hear some new music from them. But mostly I let my friends DJ.
10 – Do you have any suggestions for readers who want to start their own brand?
Dont force creativity.
Make sure you have a clear vision of what you want – finalize it before starting. If you have a team of people, make sure everybody is clear on the vision.
If you’re unsure about something, don’t do it.
Prepare yourself for sleepless nights and a lot of stress haha.
11 – What’s next for Maria Gulina?
I am nowhere near where I want to be. Next I will be focusing on improving the quality and small details in the clothing, as well as adding a lot more to the range, testing different styles and silhouettes, and really establishing my vision. With that will come pop ups and parties and a lot of travel, so I’m excited!
We truly appreciate Maria’s availability to answer our questions and taking the time to do this.
Make sure that you swing by her online store by clicking here, and purchase your favorite pieces.

Tivemos recentemente a oportunidade de entrevistar a mente criativa por trás de uma das promissoras marcas emergentes do Reino Unido – Maria Gulina.
Tão trabalhadora quanto possível, a Maria começou a sua marca auto-intitulada há pouco tempo atrás, e está agora a caminho do sucesso e coisas maiores, portanto fiquem atentos.
1 – Apresenta-te
O meu nome é Maria Gulina, tenho 23 anos… meu deus estou a ficar velha! Cresci na Rússia e estou a viver em Londres de momento.
2 – Quando é que a moda e o estilo começaram a ser relevantes para ti, e como começou a ideia de teres a tua própria marca?
Nunca foram, na realidade… Acho que foi por isso que comecei a minha própria cena. Nunca me quis vestir como as outras pessoas. Nunca conseguia encontrar inspiração ou aquilo que gostava de usar, e para ser sincera, estava simplesmente cansada de não me “encaixar”.
Queria criar o meu próprio “mundo confortável” onde podia usar qualquer coisa. Vestir para um mood, não para uma ocasião. Também sempre quis trabalhar para mim mesma, portanto acho que isso também teve um papel importante para começar esta marca.
3 – Estudaste alguma coisa relacionada com o que estás a fazer agora?
Fui para a faculdade para estudar num curso básico de design de moda, e aprendi muito do que precisava de saber, mas sempre nos ensinaram como trabalhar para os outros. Não nos deixavam usar certos acessórios, chapéus, caps, sapatos… isso foi o mais ridículo para mim. É um curso de moda por amor de deus. Como é que ainda nos estão a pôr numa caixa? Portanto mal ia às aulas. Nunca consegui seguir regras… ou talvez não tenha sido feita para estudar.
4 – És muito “hands on” com os teus produtos – explica-nos como é o teu processo de design e criação de uma peça nova.
Penso sempre no resultado final, portanto é quase como trabalhar de trás para a frente. Porque eu é que faço, estilizo, e fotografo praticamente tudo, tenho uma ideia de como quero que o resultado final fique, portanto desenho de acordo com isso. É muito à base de tentativa e erro. Ainda é tudo impresso à mão apesar de estar a ficar um pouco fora do controlo, mas funciona para mim. Basicamente só faço coisas que quereria para mim. Tenho uma imagem geral de como quero que a marca seja, e estou a trabalhar devagar para chegar lá.
5 – Como é um dia normal na tua vida?
Acordar, beber muito café. Haha. Os meus dias são muito espontâneos depois disso. Às vezes é um dia de sessão, outras vezes dia de impressão, ou simplesmente de organização geral. Mas o trabalho nunca acaba.
Os dias estão todos interligados. Alguns dias posso ter uma sessão, depois chego a casa e fico a imprimir e embalar encomendas até às 3, 4, 5 da manhã. Editar fotos, fazer outfits, encontrar modelos, tratar da papelada. É muito para processar… ainda estou a ajustar-me e a aprender.
6 – Achas que as tuas raízes Russas influenciam a tua criatividade e colecções?
Sim, sem dúvida. Sinto que ter crescido na Rússia é o que me deu a minha obsessão com roupas oversized. Em criança, estava sempre a usar peças que passavam para mim, portanto à medida que fui crescendo, no meu subconsciente era só isso que queria usar.
As roupas nunca podem ser grandes demais – eu digo que quanto maior, melhor.
7 – Também és responsável por muita da fotografia da tua marca, o que é incrível. Sempre gostaste de fotografia ou foi algo que foste desenvolvendo quando começaste a marca?
Tive outra marca com uns amigos há alguns anos atrás que não funcionou. Comecei por tirar fotos nessa altura com a máquina do meu amigo. Apercebi-me que a fotografia era, sem dúvida, algo de que gostava muito. Tudo o que sempre quis é viver de fazer o que gosto. Depois de começar a MARIAGULINA, fazia todo o sentido ser eu a tratar da fotografia. Só tu é que consegues captar aquilo que queres, e voltando ao meu processo de design, isso tem um papel importante.
8 – Quão importante é a música para ti?
Cresci numa casa calma e musical e fui forçada a aprender a tocar piano. Nunca gostei muito daquilo portanto a minha mente basicamente fechava-se, mas com o tempo e idade, é sem dúvida algo que cresceu em mim. O meu emprego anterior era trabalhar com vinil, e isso ensinou-me muito que não sabia e abriu a minha mente para muita música nova. Portanto agora posso ouvir tudo e apreciar.
9 – O que tens andado a ouvir e quais foram os teus lançamentos favoritos de 2017?
2017 foi um ano muito ocupado para mim, portanto não tenho bem estado em sintonia comigo mesma, mas tenho bons amigos que se certificam sempre de me actualizar e estou muito grata por os ter.
Não tenho favoritos mas o ctrl da SZA está sem dúvida no topo, tenho que ter isso… More Life, o The Space Between dos Majid Jordan é algo que tenho tocado repetidamente recentemente, mas sim, muitas coisas diferentes.
Outro projecto do qual gostei muito foi o Humanz dos Gorillaz – quando cheguei a Londres pela primeira vez eles eram enormes, portanto foi bom ouvir música nova deles. Mas deixo os meus amigos serem os DJs a maior parte das vezes.
10 – Tens algumas sugestões para os nossos leitores que querem começar a sua própria marca?
Não forcem a criatividade.
Certifiquem-se que têm uma visão clara daquilo que querem – finalizem-na antes de começarem. Se têm uma equipa de pessoas, certifiquem-se de que todos estão esclarecidos quanto à visão.
Se não têm a certeza acerca de algo, não o façam.
Preparem-se para noites sem dormir e muito stress haha.
11 – Qual é o próximo passo para a Maria Gulina?
Não estou minimamente perto de onde quero estar. A seguir vou-me focar em melhorar a qualidade e pequenos detalhes na roupa, bem como adicionar muito mais à gama, testar estilos e silhuetas diferentes, e estabelecer realmente a minha visão. Com isso virão pop-ups e festas e muitas viagens, portanto estou ansiosa!
Ficamos verdadeiramente gratos pela disponibilidade da Maria para responder às nossas questões e tirar tempo para o fazer.
Cerfitiquem-se que passam pela sua loja online ao clicarem aqui, e comprem as vossas peças favoritas.