We first came across photographer Karel Chladek through his work for Montreal club École Privée, and we have been following him ever since.

Shanghai Shade is one of his latest series, the product of 2/3 late night walks with no direction while on tour with Black Tiger Sex Machine – Karel’s favorite way to explore a city.

Following is a short interview with the photographer that will hopefully give you some more insight into his work.

 

1 – Introduce yourself

Hey guys, my name is Karel Chladek, I’m 27 and I am based in Montreal. I am a nightlife and music photographer.

2 – Was photography always your passion? How did you first get in touch with it?

I had various artistic passions as a teenager – drawing, 3D, design, making music – but it all switched when I received a camera from my father. I started bringing it out to electronic shows out in my city, shooting motorsports events and friends. It never stopped from the day I got it, it felt natural.

3 – We first noticed your stunning work through école privée’s Instagram (still the best club photos we’ve seen to date) – how did that job begin for you, how did it help you grow/change your photography, and did you kind of set the mood, or was it kind of their vision? Also – how hard is it to get the perfect shot with “natural” light only?

​Thank you. Ecole Privee was one of those newer clubs in Montreal that had recently opened, around 2015. I had a network of nightlife connections already at time and I tried covering most clubs in Montreal. One of the owners, Brooke Walsh, was a good friend of mine and even though their vision at the beginning was a *No Photographer* concept, I started creeping in slowly to see if we could produce content for promotion. Thanks to him, turns out this club is a gold mine for photographers. Lights are scattered everywhere on the ceiling and colours vary constantly. A good sense of timing and control over your camera is what it takes to take the “perfect shot” with those club lights. This club still remains one of my favorite in the city for my personal nightlife content.

4 – It’s very rare to find someone looking directly into your lens in your photos – has this always been present in your work? Why did you make this choice?

​Most of all my content is candid photography. There’s many routes a photographer can take with his/her work and knowing myself, analyzing and documenting scenes and subjects in a natural way was my outlet of choice.

5 – If you could only shoot one thing for the rest of your life, what would it be? 

Documentary photography

6 – What’s your favorite camera + lens setup? 

Canon 5D Mark IV & 50mm 1.4

7 – We think it’s safe to say that music plays a big part in your life/work, so what were some of your favorite tracks/artists in 2018? 

I love music. All kinds. Here are some recent favorites.

Rock

Greta Van Fleet – Safari Song

Black Mountain – Space to Bakersfield

Classic Rock

Led Zeppelin – Babe I’m Gonna Leave You

Rolling Stones – Wild Horses

Soul
Michael Kiwanuka – Falling

Electro

The Prodigy – Fight Fire with Fire

Trentemoller – Deceive

Techno & House

Butch – LSD 25

Tone Depth – Ibn Sina

Gheist – Frequent Tendencies

8 – What can we expect from you and your work in 2019? Big plans?

This might be the year where I take things more into print. I’m thinking books & prints. There will also be a lot of travelling alongside Black Tiger Sex Machine, an electronic music trio which have given me the opportunity to travel around the world with them as their photographer.

9 – Finally, if someone reading this would like to follow your steps, what would you advise them to do?

For club photography, a camera will get you into most clubs, that’s the easy part. The real work comes in when you actually get into the club to take photographs because you are genuinely interested in the scene and what you can create and not to party for free. Once you have a body of work, spread it out to Promoters, Artists, Club owners, Socials.

 

Good luck and be curious.

 

You can check out more of Karel’s work through his Instagram and website!

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A primeira vez que nos cruzámos com o fotógrafo Karel Chladek foi através do seu trabalho para a discoteca École Privée de Montreal, e desde então que o seguimos.

Shanghai Shade é uma das suas séries mais recentes, resultado de 2/3 caminhadas nocturnas sem rumo enquanto estava em digressão com os Black Tiger Sex Machine – a sua maneira favorita de explorar uma cidade.

De seguida está uma curta entrevista com o fotógrafo, que esperamos que vos ajude a perceber melhor o seu trabalho.

1 – Apresenta-te

Olá, o meu nome é Karel Chladek, tenho 27 anos e estou baseado em Montreal. Sou um fotógrafo de vida nocturna e música.

2 – A fotografia foi sempre a tua paixão? Como foi o teu primeiro contacto com a mesma?

Tive várias paixões artísticas enquanto adolescente – desenhar, 3D, design, fazer música – mas tudo mudou quando recebi uma máquina fotográfica do meu pai. Comecei a levá-la para concertos electrónicos na minha cidade, a fotografar eventos de desportos motorizados e amigos. Nunca parou desde o dia em que a recebi, era natural.

3 – Reparámos no teu trabalho pela primeira vez através do Instagram da École Privée (continuam a ser as melhores fotografias de discoteca que vimos até à data) – como é que esse trabalho começou para ti, como é que te ajudou a evoluir/mudar a tua fotografia, e foste tu que determinaste mais ou menos o mood, ou era a visão deles? Para além disso – quão difícil é captar a foto perfeita apenas com luz “natural”?

Obrigado. A École Privée era uma daquelas discotecas mais recentes em Montreal que tinha aberto há pouco tempo, por volta de 2015. Eu já tinha uma rede de contactos da vida nocturna na altura e tentei cobrir a maior parte das discotecas em Montreal. Um dos donos, Brooke Walsh, era um bom amigo meu e apesar da sua visão ao início ser um conceito sem fotógrafo, comecei a infiltrar-me devagar para ver se conseguia produzir conteúdo para promoção. Graças a ele, agora esta discoteca é uma mina de ouro para fotógrafos. As luzes estão espalhadas por todo o lado no tecto e as cores variam constantemente. Para ter a foto perfeita com aquelas luzes é preciso um bom sentido de timing e um bom controlo da tua máquina. Esta discoteca continua a ser uma das minhas favoritas na cidade para o meu conteúdo pessoal de vida nocturna.

4 – É muito raro encontrar alguém a olhar directamente para a tua objectiva nas tuas fotos – isto esteve sempre presente no teu trabalho? Porque tomaste esta decisão?

A maior parte do meu conteúdo é fotografia cândida. Há muitos caminhos que um fotógrafo pode escolher com o seu trabalho e conhecendo-me como conheço, analisar e documentar cenas e sujeitos de uma maneira natural foi sempre o meu canal de escolha.

5 – Se apenas pudesses escolher uma coisa para fotografar o resto da tua vida, qual seria?

Fotografia documental.

6 – Qual é a tua combinação favorita de máquina + lente? 

Canon 5D Mark IV & 50mm 1.4

7 – Achamos que é seguro dizer que a música tem um papel importante na tua vida/trabalho, portanto quais foram algumas das tuas faixas/artistas favoritos em 2018? 

Eu adoro música. Todos os tipos. Aqui estão alguns dos meus favoritos recentes.

Rock

Greta Van Fleet – Safari Song

Black Mountain – Space to Bakersfield

Rock Clássico

Led Zeppelin – Babe I’m Gonna Leave You

Rolling Stones – Wild Horses

Soul
Michael Kiwanuka – Falling

Electro

The Prodigy – Fight Fire with Fire

Trentemoller – Deceive

Techno & House

Butch – LSD 25

Tone Depth – Ibn Sina

Gheist – Frequent Tendencies

8 – O que podemos esperar de ti e do teu trabalho em 2019? Planos grandes?

Talvez seja este o ano em que começo a levar mais as coisas para um formato impresso. Também vou viajar muito juntamente com os Black Tiger Sex Machine, um trio de música electrónica que me deu a oportunidade de viajar à volta do mundo com eles como seu fotógrafo.

9 – Para terminar, se alguém que esteja a ler isto gostasse de seguir os teus passos, o que recomendarias que fizessem?

Para fotografia em discotecas, uma máquina dá-vos acesso à maior parte delas, essa é a parte fácil. O trabalho a sério começa quando entram de facto na discoteca para tirar fotografias porque estão genuinamente interessados no panorama e no que conseguem criar, e não em festejar de graça. Quando tiverem um portefólio, divulguem-no a promotores, artistas, donos de discotecas, sociais.

Boa sorte e sejam curiosos.

 

 

Podem ver mais do trabalho do Karel através do seu Instagram e site!