A couple of months ago, Croatian photographer Katja Kremenic got in touch with us in order to showcase her portfolio, and we’re extremely glad that she did so.

After a few emails, Katja sent us the selection of photos above, representing some of her favorite moments and images, so we felt like it would be appropriate to properly introduce her to you, through the interview below.

 

Introduce yourself

My name is Katja and I’m a Croatian photographer, at the moment based between Berlin and the Adriatic coast. I prefer shooting analog whenever I can choose so, which I believe brings trust and intimacy, and oftentimes that cinematic, storytelling look into my work. I also enjoy scouting locations and executing an idea from start to finish. I love collaborating with brands that love the adventure, and contributing to fashion, lifestyle and adventure magazines.

 

How would you describe the overall artistic/photography scene in Croatia right now?

Oh I really do not find myself suited to give you a good picture of the scene in Croatia at the moment.

I haven’t lived there since high school and I only tend to follow the work of the artists I know or really really like. That would certainly be Hana Miletić, now based in Belgium, and I also admire Bruna Kazinoti’s editorial work with male models.

 

For how long have you been in Berlin, what made you move from your hometown, and what are the major differences you find?

I’ve been in Berlin for the last couple of years constantly, and now I’m balancing it with life and work on the coast. Berlin is very relaxed and good for a certain type of work, but I also get tremendous joy and energy from traveling and shoots in less urban, wilder environments. I grew up on an island and somehow inherited a strong affinity for warm places,  the sun, the beach, exploration, road trips and freedom.

 

Did you always shoot analog? Why do you prefer it over digital?

I started with digital actually, but then I got so completely overwhelmed by the aesthetics and the possibilities of analog that I completely ignored digital for some time. Now I shoot mostly analog, except for some client and studio work where they insist on digital.

 

Do you carry a camera on a daily basis even if it’s not for work?

Mostly my little point and shoot. I do take many personal snaps and also photos I use as a scratch shoots in the future, especially while traveling and meeting friends or searching for locations. Every now and then, a perfect photograph gets created in this very spontaneous manner, and I do not like that feeling of regret that not being able to take that photo can leave you with.

 

What camera/lens/film do you usually use, or what’s your favorite setup?

It depends, I use a bunch of different analog cameras like the Canon AE1, Canon SLRs and Contax G series, among others. And the tiny Yashica T4 in my pocket. However, it’s also important what film I choose, what I capture, how I scan and the light conditions and so forth.

 

What’s your dream camera/lens?

I stopped obsessing over the equipment some time ago, and decided to focus more on perfecting those I already own and making sure the images come out of the lab just as I see them through the viewfinder.

Mistakes can be sweet in personal work, but when working for client I like to have a good control of the process and the result. Secretly..I’m considering the medium format especially for portrait work and trying out Sony’s Alpha series for digital.

 

Your portfolio is pretty versatile, what’s your favorite subject to photograph?

This might sound very cliche, but definitely beautiful people in a beautiful scenery.

I love the feeling I get when hanging out with a person I only met minutes ago, but with whom I can already connect on a more personal level. I’m very much drawn to a certain kind of energy, whether it is from someone or somewhere. I love finding myself in the middle of a landscape I’ve never seen before. If I do a self portrait, it is mostly under these conditions that tend to leave me speechless.

 

Finally, tell us a bit about this selection of photos!

It’s a random selection of the photos I really like looking at over and over again, even thought it’s my own work.

Mostly personal and travel photos. They were taken in different places – Croatia, Corsica, Costa Rica, South Africa, Canary Islands… People are very drawn to that feeling of summer, freedom, and that vintage analogue look of black and white photography, and that is often the unexplained reason these images attract magazine editors and gallerists so much. That kind of beauty, to capture reality and fantasy in one single frame.

 

We hope that you like Katja’s work as much as we did, and make sure that you visit her website and Tumblr for more.

Also, if you feel like your work might fit into our curated content, feel free to get in touch with us!

Há dois meses atrás, a fotógrafa Croata Katja Kremenic entrou em contacto connosco de modo a nos mostrar o seu portefólio, e estamos extremamente felizes por ela o ter feito.

 

Depois de alguns emails, a Katja enviou-nos a selecção de fotos acima, representando aguns dos seus momentos e imagens favoritas, portanto sentimos que seria apropriado a apresentarmos devidamente, através da entrevista abaixo.

 

Apresenta-te

O meu nome é Katja e sou uma fotógrafa Croata, de momento baseada entre Berlim e a costa Adriática. Prefiro fotografar em analógico sempre que o posso escolher, o que acredito que traga confiança e intimidade, e que muitas vezes confira ao meu trabalho aquele look cinemático, de quem conta uma história. Também gosto de procurar localizações e executar uma ideia do início até ao fim. Adoro colaborar com marcas que gostam de aventura, e de contribuir para revistas de moda, lifestyle, e aventura.

Como descreverias o panorama geral artístico/fotográfico na Croácia neste momento?

Não me acho mesmo a pessoa indicada para vos dar uma ideia do panorama actual na Croácia.

Já não vivo lá desde o secundário e apenas costumo seguir o trabalho dos artistas que conheço ou que realmente gosto. Esses seriam certamente a Hana Miletić, agora baseada na Bélgica, e também admiro o trabalho editorial da Bruna Kazinoti com modelos masculinos.

Há quanto tempo estás em Berlim, o que te fez mudar da tua cidade natal, e quais são as principais diferenças que encontras?

Estou constantemente em Berlim durante estes últimos dois anos, e agora estou a equilibrá-lo com a vida e o trabalho na costa. Berlim é muito relaxado e bom para um certo tipo de trabalho, mas também sinto uma tremenda alegria e energia ao viajar e fotografar em ambientes menos urbanos, mais selvagens. Cresci numa ilha e de certa maneira herdei uma forte afinidade por sítios quentes, pelo sol, pela praia, exploração, viagens pela estrada e liberdade.

Fotografaste sempre em analógico? Porque o preferes ao digital?

Na verdade comecei a fotografar em digital, mas depois fiquei tão espantada pela estética e as possibilidades do analógico, que ignorei por completo o digital durante algum tempo. Agora fotografo maioritariamente em película, excepto alguns trabalhos para clientes e em estúdio em que insistem no digital.

Costumas andar com uma máquina no dia-a-dia mesmo que não seja para trabalho?

Maioritariamente a minha pequena point and shoot. Eu tiro muitas imagens e também fotos que uso como sessões de esboço no futuro, especialmente enquanto viajo e me encontro com amigos ou ando à procura de locais. De tempo a tempo, é criada uma fotografia perfeita desta maneira muito espontânea, e não gosto do sentimento de arrependimento com que podemos ficar por não ter conseguido tirar essa foto.

Que máquina/lente/filme costumas usar, e qual é o teu setup favorito?

Depende, uso várias máquinas analógicas diferentes, como a Canon AE1, SLRs da Canon e série G da Contax, entre outras. E a Yashica T4 minúscula no meu bolso. Contudo, também é importante a película que escolho, o que capto, como o digitalizo e as condições de luz, por aí em diante.

Qual é a tua máquina/lente de sonho?

Parei de me obcecar com o equipamento há algum tempo, e decidi focar-me mais em aperfeiçoar aquele que já tenho e a certificar-me de que as imagens saem do laboratório tal como as vi através do viewfinder.

Os erros podem sair bem no trabalho pessoal, mas ao trabalhar para um cliente, gosto de ter um bom controlo do processo e do resultado. Secretamente… estou a considerar o médio formato especialmente para retratos e a experimentar a série Alpha da Sony para digital.

O teu portefólio é bastante versátil, o que gostas mais de fotografar?

Isto pode parecer muito cliché, mas sem dúvida que são pessoas bonitas num cenário bonito.

Adoro a sensação que tenho quando estou com alguém que conheci há apenas minutos atrás, mas com quem já me consigo conectar a um nível mais pessoal. Sinto-me muito atraída para um certo tipo de energia, quer seja de uma pessoa ou de um local. Adoro estar no meio de uma paisagem que nunca vi antes. Se tirar um auto-retrato, é na maior parte das vezes sob estas condições que tendem a deixar-me sem palavras.

E por final, fala-nos um pouco acerca desta selecção de fotos!

É uma selecção aleatória das fotos para as quais gosto mesmo de olhar vezes e vezes sem conta, apesar de ser o meu próprio trabalho.

São maioritariamente fotos pessoais e de viagens que foram tiradas em vários sítios diferentes – Croácia, Córsega, Costa Rica, África do Sul, Ilhas Canárias… As pessoas são muito atraídas pela sensação de verão, liberdade, e aquele look analógico vintage da fotografia a preto e branco, e essa é muitas vezes a razão inexplicável pela qual estas imagens atraem tanto os editores de revistas e galeristas.

 

Esperamos que tenham gostado tanto do trabalho da Katja quanto nós, e certifiquem-se de que visitam o seu site e Tumblr para mais.

Para além disso, se sentirem que o vosso trabalho se poderá enquadrar no nosso conteúdo curado, não hesitem em entrar em contacto connosco!